• Porque escrever é um vício.

    Tem horas em que alguma coisa em nós faz tanto barulho que nos deixa surdos: a gente perde o controle do que sente sem saber ao certo o que está sentindo. Parece que, em alguns momentos, a gente simplesmente enlouquece...

    De vez em quando, desce sobre mim uma avalanche de tristeza. Eu não sei bem a razão porque isso ocorre; é apenas aquela sensação de impotência se agigantando, se apoderando, paralisando.

    Talvez sejam as incompreensões - são tantas! Tanta coisa que não se pode modificar, resolver, dissipar... Talvez seja por conta do sofrimento alheio, ao redor, longe ou perto, que acompanho com o coração apertado de uma dor que nem é minha, mas que me gruda na pele, quase me sufoca...

    E vai me dando essa agonia intensa, inexplicável, quase surreal - considerando que a minha vida, em si, caminha pelo caminho do meio, com entraves simples (graças!), com pequenas coisas normais e cotidianas, sem maiores aborrecimentos de fato.

    Mas fica lá a angústia, uma vontade de chorar - coisa que não faço, já que não tenho razão efetiva para! -, uma ansiedade latente. Fora a impressão de já saber o final de algumas histórias e não poder mudar o cenário, não poder 'salvar' os envolvidos, não conseguir alterar os rumos.

    Inquietação é a palavra. E uma curiosa solidão - ainda que se tenha tanta gente em volta...

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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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