• Porque escrever é um vício.

    Um mês de alma introvertida, mas não calada. Aliás, quem consegue aquietar o espírito além das sombras e dos tumultos do mundo?
    Em julho, a morte nos visitou mais uma vez na pele de um leão que rouba vidas que amamos: desta vez, perdemos um dos irmãos do meu marido.
    Nunca estamos preparados nem nunca conseguiremos esboçar total entendimento quanto ao 'nunca mais'.
    Que haverá do outro lado, afinal? Com que esperança podemos, efetivamente, tranquilizar nossa saudade?

    * * *

    Mas a vida, essa que continua, vai bem. Há uma certa calmaria ao redor, um curioso silêncio. Em algumas épocas de nosso cotidiano, uma ausência de barulhos nos povoa os dias. Dá até um pouco de medo de tanta paz...

    * * *

    Muita coisa a dizer, mas falta tempo. Trabalhos e compromissos, sempre urgentes, nos tomam o ânimo de dedilhar como outrora. Eu, às vezes, escrevo textos inteiros, histórias enormes na memória; transcrevê-las pra cá, no entanto, tem sido um fator complicado. Tem gente que reclama de me encontrar tão pouco por aqui... Eu, não raro, reclamo de não me encontrar em nenhum lugar - exceto muito dentro de mim...

    * * *

    Como entender a confusão que se instala nos quatro cantos da Terra? Outro dia, uma amiga disse sentir que o mundo está encerrado numa imensa depressão. Tantas mudanças governamentais, tantas mentiras à tona, tanta guerra, tanta dor, tanta bomba, tantas mortes, tanta inocência e maldade misturadas fazem do dia-a-dia uma gigantesca mancha de sangue, areia, suor e lágrimas. 'Lugar comum' é essa metáfora de palavras... Incomum, entretanto, é que tanta evolução humana não tenha dado lugar a sentimentos maiores como a compaixão, o amor, uma certa condição chamada 'tolerância entre povos', pessoas, seres que habitam e compartilham de tempos nada fáceis que se tornam cada vez mais difíceis por conta de nossa incapacidade de nobreza.
    Eu olho para tudo com certa tristeza. Nenhum notíciário traz boas novas... Parece que estamos mesmo fadados ao Apocalipse ditado 2000 anos atrás...

    * * *

    3 comentários:

    Thais disse...

    Oi, Debora querida.

    Passo sempre por aqui esperando ler algo novo... Tanta coisa acontecendo, nao eh mesmo.

    Voce me transmitiu muita serenidade, apesar dos acontecimentos.

    Muito bom saber que nesse espaco posso compartilhar dos seus pensamentos e expressoes.

    Estou com saudades de ti.

    Um beijo.

    Thais
    P.S.:Meu teclado nao esta acentuando...

    Quel disse...

    Ah, querida, queria te abraçar.
    Mesmo distante venho aqui para ver se têm letrinhas. Te deixo um beijo, bem carinhoso

    Analu Menezes disse...

    Minha querida,
    a morte é só a volta para de onde viemos. SEi que é difícil, mas o reencontro valerá a pena. Os que amamos sempre estarão perto, creia nisso!
    beijos muitos e o meu carinho de sempre!

     

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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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