• Porque escrever é um vício.

    Meu marido costuma, amorosamente, recitar essa poesia para mim - cujo autor não temos certeza, mas julgamos ser Guerra Junqueiro (se alguém souber, por favor, me escreva).

    É um texto muito especial para nós...



    "A vida, manso lago azul,

    Algumas vezes, algumas vezes, mar fremente,

    Tem sido para nós constantemente

    Um lago azul sem névoas nem espumas.



    Sobre ele, quando desfazendo as brumas matinais,

    Rompe o sol vermelho e quente,

    Nós dois boiamos indolentemente

    Como dois cisnes de aguacentas plumas.



    Um dia, um cisne morrerá por certo.

    Quando chegar esse momento incerto,

    Onde, quem sabe, a água do lago ainda se tisne

    Que o cisne viva cheio de saudade,

    Nunca mais cante nem sozinho nada,

    Nem nade nunca ao lado de outro cisne..."





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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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