• Porque escrever é um vício.

    Anna Barbara é uma mineirinha que descobri através dos blogs.

    Eu não sei que idade ela tem, nem como é o brilho dos seus olhos ou o tom da sua voz... Eu só sei que ela tem uma sensibilidade imensamente aflorada, que se reflete no seu jeito calmo e carinhoso de escrever: isso a faz querida para mim... Ela é a moça dos DESPROPÓSITOS...



    Mas, afinal, o que há para se saber das pessoas exceto o que se sente delas?



    Ontem, eu e o Raul (meu marido), comentávamos sobre o quão pouco conseguimos enxergar realmente sobre alguém, o quanto somos surpreendidos por faces desconhecidas, como desenvolvemos, todos, uma capacidade ímpar de sermos enganados - e alguns, a mesma qualidade para enganar...

    Não é uma generalização. Acredito em pessoas sem máscaras, aquelas que conseguem ser simplesmente quem são: sem subterfúgios ou adornos...

    Eu sempre tive a intuição aguçada, mas nem isso me impediu de não reconhecer a mentira nos sorrisos falsos. Ainda assim, continuo apostando no que me conta o coração: eu não consigo ser de outro jeito além de emocional...

    No ano passado, durante uns meses de crise, aconteceu uma coisa bem interessante: eu vi pessoas que se diziam amigas ruírem pela terra da minha desilusão; mas fui recompensada pelo gesto amoroso de outras, que viviam mais distantes de mim e eu nem imaginava como me queriam bem... Elas foram um ponto de apoio imprescindível, o porto seguro no meio do caos...

    Dessa forma, meu círculo de amigos transformou-se: foi necessário uma triagem involuntária nessa 'área' - separar, literalmente, o joio do trigo.

    Isso tornou-me um pouco mais arisca do que normalmente sou e gerou em mim uma superficialidade que antes não me habitava: embora eu evite contatos mais estreitos com esses 'antigos amigos', aprendi a conviver perfeitamente com eles, sem me deixar envolver por amizades que não existem, pois são apenas fruto de aparências, da cordialidade leviana, da falta de profundidade que mora nas relações...



    Então tá... Anna Barbara, eu não te deixarei esquecer que "ele" te deu um abraço e nem que precisas pedir desculpas para alguém que não quer te ouvir... Fico com esse compromisso - ainda que eu seja apenas uma companheira virtual... E espero que você tenha amigos bem especiais para lembrá-la das outras coisas - igualmente importantes...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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