• Porque escrever é um vício.

    11 de Setembro de 2001. Prenúncio de guerra.

    Assim o mundo amanheceu assistindo, atônito, o ataque terrorista aos EUA.

    Os objetivos de paz mundial esbarram em questões políticas e econômicas que precisam ser resolvidas antes dos movimentos pacifistas. Na globalização, os desiguais somam números gigantescos, tornando impossível o interagir - uma vez que os ricos ficam mais ricos e os pobres, como não podia deixar de ser, cada vez mais pobres.

    Mas eu entendo pouco sobre isso: estou especulando dentro das visões que ouvi, sendo que essa acima é uma explicação muito simplista para o que aconteceu hoje - ainda que não se possa negar que esse seja um dos efeitos de décadas em que a desigualdade imperou.

    Embora os olhos se voltem para o lado prático, na tentativa inútil de avaliar em como esse fato vai refletir em nossas vidas - imediatamente, com certeza, na economia -, e mesmo que escrever isso possa soar ingênuo, o que mais me choca é a tragédia literal, o como o ser humano é pequeno e mesquinho, destrutivo - a si e aos seus semelhantes. Questiono-me sobre o valor da vida e em como não há limites para o ódio e as desavenças

    O terrorismo é uma covardia. Enquadrado como 'crime contra a humanidade', é o horror, a face mais medonha do Homem.



    No entanto, eu tenho uma parte da alma que é fria e dura: a retaliação me soa muito pertinente. Entendo, contudo, que talvez ela não seja justa. As guerras carregam uma fatalidade imponderável: seja qual for a 'bandeira' hasteada - do poder, da economia, da política, da religião, etc. -, descem dos 'palácios' e aportam nas ruas. Viram uma causa civil e a população é que paga o preço mais alto: com a vida.

    As armas nucleares e a pena de morte não nos deixam ilesos. Bem sabemos como os EUA são temidos - em qualquer vertente, são a maior potência mundial -, e isso não os livrou de uma tragédia como essa - e outras tantas. Esses atributos apenas intimidam, pois, como se vê, os autores do atentado não cogitaram a repercusão perigosa do ato - ou não se importaram com a gravidade das consequências que ele podia gerar.



    Olha... O ser humano tem sua loucura, que espreita pelos cantos escuros, nas sombras das entranhas. E como dizia Shakespeare, "a tragédia começa quando os dois lados têm razão..."

    Eu, como a maioria dos mortais, não sei como se poderá alcançar um mediador para a paz...



    Perplexidade...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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