• Porque escrever é um vício.

    Vou lamentar que o filme "O Curioso Caso de Benjamin Button" não leve o Oscar, assim como se Brad Pitt não for o ator premiado.

    Ninguém deve deixar de ver a excelente atuação com que ele compôs um personagem tão complexo e de tamanha beleza, num filme que é pura delicadeza, carregando uma enorme carga emocional, pontuado por uma imensa tristeza, ao mesmo tempo que consegue fazer rir e sorrir ante tamanho mistério e irrealidade - muito embora, eu mesma (e muitos antes de mim) já tenha imaginado, um dia, muito tempo atrás, como seria isso de nascer velho e ir rejuvenescendo...

    Vale dizer que Brad Pitt é, na minha opinião, mais que um rosto bonito de Hollywood e nunca entendi porque a Academia o ignora. Desde Lendas da Paixão, filme que ele praticamente carregou nas costas - a história era toda em volta dele -, e levou várias estatuetas sem que ele sequer fosse mencionado, essa interrogação me acompanha - e assombra: o que terá feito o moço aos poderosos do tapete vermelho de Los Angeles?

    Dessa vez ele está sendo indicado - o que, considerando seu histórico de tão bons filmes que nunca são levados em conta, já é um começo. Mas é pouco para o talento dele, que a cada vez, no meu entender, se aprofunda mais. Gostaria muito de vê-lo empunhando a estatueta de ouro... Vamos esperar - embora, pessoalmente, eu duvide que ele consiga tal glória (ao menos por enquanto).

    Outro filme que vale ver é "Revolutionary Road". Com roteiro totalmente diferente, a dupla vencedora de Titanic - Kate Winslet e Leonardo di Caprio (que nem gosto tanto) - têm atuação acima da média num drama denso e cujo final, ainda que esperado - já que lá pelo meio você começa a perceber que existem poucas saídas para o dilema (na verdade, no meu entender, apenas duas) - consegue chocar, tamanho é o susto ao constatar como nossas escolhas e decisões (ou ausência delas) podem mudar o rumo de nossas vidas.

    Outro filme muito bom, especialmente pra quem gosta de Wood Allen, é "Vicky Cristina Barcelona". Totalmente leve - considerado um musical, embora não seja totalmente (é só que músicas estão sempre ao fundo, mas não atrapalham) -, o filme é uma comédia deliciosamente maluca, totalmente inusitada e improvável. Adoro Javier Bardem, que é sempre um capítulo à parte, e nesse filme está imperdível.

    Os filmes dessa temporada estão se superando - o que pra quem gosta de cinema, é um deleite. Aproveitemos, então, os bons momentos 'pipoca' pra sair da realidade e viajar por muitas paisagens e caminhos...

    1 comentários:

    Ana Paula Sampaio disse...

    Oi Débora, ainda não assisti nenhum dos filmes que concorrerão ao Oscar, mas concordo com você, não sei porque a Academia ignora Brad Pitt... Em Babel ele mostra amadurecimento como ator, além de talento e arrasou também em Snatch, como aquele cigano impossível! Adoro! beijos!

     

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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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