• Porque escrever é um vício.

    Tem uma noite lá fora. Perigosa, curiosa, cintilante.
    Tem uma noite que se enreda nela mesma, inquieta, negra, sombria.
    Não tem vento - só estrelas e o ar gelado.
    Tem uma noite aqui dentro. Silenciosa, vazia, totalmente solitária...

    * * *

    Foi hoje: fiquei pensando no tempo - esse ser, sem dimensão nem espaço, que nos prende numa teia de lembranças, memórias distantes, épocas que viraram doídas saudades.
    Às vezes - e não é pouco raro -, a gente não tem certeza em que momento está: se é agora, ontem, sempre, amanhã, qualquer dia.
    De vez em quando, eu me perco na imaginação e viajo para qualquer lugar - na verdade, aquele lugar, onde tudo está desenhado de forma perfeita, sem perdas nem lágrimas: só meu sonho realizado...

    * * *

    Eu costumo afirmar: "Todas as histórias de amor são iguais." E não me canso: no vai e vem de sentimentos, na roda viva que nunca pára de girar, no desencanto, na soma e subtração de anseios, na rotina, no eventual mal-estar, na ausência, na fuga, na solidão, naquela linha que nos separa do buscar complementação no outro e completar-se sozinho, tudo acontece da mesma forma, para todos os pares.
    Ao final, ninguém consegue responder a pergunta insistente: "Terá mesmo valido a pena tanta entrega, tanta renúncia, tanta intensidade?"

    * * *

    A moça que chorava na calçada, descansou - ou cansou (difícil saber). Não apareceu mais. Deixou só o rastro de lágrima na madrugada ausente de sua presença. Talvez tenha perdido o sonho, o desejo, a esperança. Talvez tenha entendido que a vida se faz disso: amar, perder, amar de novo, recomeçar sempre. De outro jeito, mas caindo na mesma armadilha. Ao final, é assim: tudo acaba... É você com você - os dias e as noites por testemunha...

    * * *

    3 comentários:

    Quel - Garota Marota disse...

    Meu Deus, o que vejo!
    Vc voltou! Ah... meu coração sorri!
    beijo com saudades

    Mariazinha disse...

    Debora, não sei como comentar neste teu sistema de comentários, apesar de ser assinante do blogger. Enfim, queria dizer
    que fiquei feliz em te ter de volta.
    Beijão.

    Macabéa disse...

    Débora,

    Como é bom lê-la!!!

    A moça da claçada deve ter achado outro amor, não acha? Sabe, no dia dos namorados pensei nessa moça... loira, linda... Eu fico a pensar... acho que amor existe, e no momento atual... o meu amor é mais que maravilhoso.
    Já houve épocas que pensei que nunca mais fosse amar e nem ser amada.

    Beijo grande, minha querida.

    Thaís/Macabéa

     

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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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