• Porque escrever é um vício.

    Ah! Tão difícil tem me parecido voltar a escrever sobre cotidianos... Que será que me foi roubado, afinal?
    Teve crônica na Crônica do Dia essa semana - ali, onde ainda consigo compor alguma idéia...

    Mas foi ontem que assisti a um filme que me provocou reflexões sobre a pena de morte. Trata-se de "A Vida de David Gale", com o premiado e perfeito Kevin Spacey, e ainda Kate Winslet e Laura Linney.
    Eu sempre fui a favor da pena máxima, mas é terrível constatar como um sistema falho inevitavelmente falha. A linha da justiça é muito tênue, cheia de atalhos, e não tenho certeza de que aquela imagem que a retrata - da mulher de olhos vedados - realmente a caracteriza de forma correta. Dizem que é cega, mas que enxerga no escuro...
    De repente, isso me parece mesmo uma lenda, ditado popular puro e simples, escultura sem propósito real, criada ao acaso de um artista sonhador.
    Talvez nenhum crime possa ser elucidado com clareza e realidade. Quem sabe a verdade, o que realmente aconteceu? Talvez, nem mesmo quem comete o desatino...
    Fiquei pensando também até onde algumas pessoas são capazes de chegar por um ideal. Ou será pela falta dele? Algumas coisas me parecem com sinal invertido - aquilo de significar num primeiro momento uma virtude, uma coragem, e não passar mesmo de covardia e medo de enfrentar outros caminhos.
    Tem uma complexidade na vida que nunca poderemos entender...

    3 comentários:

    Carla disse...

    Também vi esse filme.. realmente faz pensar até que ponto uma verdade não tem outra verdade por detrás, ansiosa por ser revelada... Talvez o "sistema" tenha que ser mais flexível para não falhar... mas como fazer isso? Talvez a ousadia das pessoas com ideias (e ideais) consiga alterar isso de mostrar essas mesmas falhas... Penso que só pessoas com ideais conseguem sacrificar-se por algo, por mais que a vida possa não ter sentido... pelo menos conseguiram defender algo que também fazia parte dos seus valores... Na verdade.. ele não tinha mais nada a perder... e quando não se tem nada a perder.. apostasse tudo! Como alguém dizia - brincando um pouco - "valemos sempre alguma coisa, nem que seja de mau exemplo"
    Bom fim-de-semana e muitos filmes! ;o)

    Andréa disse...

    Eu não vi o filme. Sou a favor da pena de morte, e sei que muitas vezes alguém morre inicente. Li tem pouquinho tempo que a porcentagem de inocentes é estimada (por que se descobrissem, não haveria morte) em menos de 0,5%. Não sei se o preço que se paga vale a pena.

    Anônimo disse...

    Débora,
    Foi uma surpresa e uma enorme felicidade reencontrar você!! Teus escritos sempre me tocaram de uma forma muito, muito especial, e agora novamente isso volta a acontecer. Já li, nestes poucos posts - e também na Crônica Do Sentido da Vida -, idéias e sentimentos dos quais compartilho tão integralmente que me peguei pensando se não existiria mesmo uma sintonia de alma entre as pessoas. Sempre que te leio sinto isso...vejo espelhado nos teus escritos um lado meu que nem sempre sei aceitar serenamente, sendo até muitas vezes difícil entendê-lo. É bom poder me ver refletida por alguém que aprendi a admirar nesses 4 anos de net.
    um beijo muito carinhoso pra ti,
    Ana (ex-Extremos)

     

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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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