• Porque escrever é um vício.

    Revi hoje um clássico do cinema: Lendas da Paixão.

    É um daqueles filmes inesquecíveis que sempre roubam lágrimas. Aquele mistura de felicidade e tragédia, a vida pelos limites da fatalidade... Gosto das sagas.

    Mas é muito curioso como famílias unidas podem se rachar por conta do imponderável, nunca mais encontrando o eixo e, ainda assim, permanecerem enlaçadas pelo nó apertado do amor que, cedo ou tarde, gritará mais alto que a voz das diferenças - não importa quais sejam...



    Agora, daqui ouço o final do penúltimo capítulo de Presença de Anita - assunto que já comentei aqui quando da primeira vez que a TV apresentou a série.

    Nunca me acostumo com histórias paralelas.

    Ainda mais cedo, assisti parte da novela Esperança e, pelas brechas, acompanho o comportamento de Maria - o amor-amante de um Tony que, pelo visto, só existe no sonho dela.

    A Revista Claudia do mês passado trouxe uma matéria - com depoimentos - sobre as amantes do ano 2000. Mais modernas em se tratando de independência financeira e alardeando suas conquistas no mercado de trabalho, elas continuam com a cartilha do início do século passado que rezava pela espera do homem amado, na anulação de si mesmas, apostando no dia - que quase nunca chega -, em que as esposas serão abandonadas e elas se tornarão a oficial senhora daquele ser.

    Meu Deus! Estamos no século XXI e ainda há uma mentalidade retrógrada nesse tema. Esquecem, essas que se mutilam em nome de uma ilusão, que ao se tornarem a nova esposa hão de carregar as mesmas questões daquela que traíram sendo elas as próximas a ocuparem, inclusive, esse trono: o da traída. Que canto de sereia será esse que transforma mulheres gigantes em bonecas de pano? Quando é que, realmente, vão crescer e parar de brincar de casinha?

    Vestidas de salto alto, nos últimos degraus de sua postura auto-conquistada, algumas mulheres estão afundadas no lixo emocional. E se têm respostas pra tudo, é inacreditável que muitas ainda se detenham diante desse lamaçal sem conseguir transpô-lo nem saber que diabos estão fazendo cobertas de lama...



    Eu quando fico cansada sou terrível... Vou lá rever Moulin Rouge (lindo!) - no canal 61 da Net -, antes que despeje aqui mais besteiras...



    Up-date (2:05): Moulin Rouge - do qual também já falei aqui -, é um dos musicais mais belos e bem produzidos dos últimos tempos. Ele traduz o amor numa linguagem tão pura e especial, que encanta - e, claro, rouba lágrimas.

    Já o assisti tantas vezes que perdi a conta. Ele faz parte da minha lista de filmes - aquela que todo mundo tem (uma lista particular de prediletos) -, que se revê mil vezes e sempre se percebe um detalhe antes não notado, se enreda através de um novo olhar, absorve a mensagem de um outro jeito. E nunca enjoa...

    Acho que vou ter que comprar/ganhar esse DVD...

    P.S.: Da minha lista fazem parte também Sintonia de Amor, A Letra Escarlate, Uma Luz na Escuridão, Lendas da Paixão, Bugsy, Meu Querido Presidente, Coração Valente, Anna Karenina, Love Affair, O Guarda-Costas, O Mensageiro, Dança com Lobos... e alguns mais...


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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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