• Porque escrever é um vício.

    É engraçado - e curioso - observar atitudes, inclusive de desconhecidos.

    Na semana passada minha vizinha mudou-se. Eu não sou muito dada a vizinhança, conversei com ela pouquíssimas vezes, e foi por coincidência que a encontrei no dia em que sua saída se dava: desejei-lhe sorte - que não me ocorreu nada mais adequado para uma nova vida (sempre é um novo recomeço ir de um lugar para outro, nem que seja na esquina).

    No último sábado, estávamos saindo e o novo vizinho chegando: ele nos cumprimentou, demos-lhe as boas-vindas, e ele avisou que mudaria mais adiante, pois estaria fazendo uma reforma, desculpando-se por possíveis barulhos e afins. Nada grave.

    Mais ou menos...

    Pois os funcionários que ele contratou estão, desde segunda-feira, engajados no processo.

    Só que tem um detalhe: eles fazem tudo com a porta que dá para o hall social, aberta.

    Daí, o barulho é ensurdecedor, o pó entra pelas brechas levantando-se por tudo, o cheiro de tinta é insuportável - fora o papo, que é como se eles estivessem sentados na minha sala.

    Acabei hoje por ligar, agora pouco, na Portaria, solicitando a gentileza de que eles trabalhem com a porta fechada.

    Fala sério, hein?




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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