• Porque escrever é um vício.

    Eu não gosto de falar da Morte apesar de ter escrito bastante sobre ela. Mas eu penso muito sobre essa senhora soberana debaixo de cujo manto todo ser que respira está alojado, embora não perceba; essa que brinca com os acasos tal como num jogo de baralhos onde ela é a única que tem todas as cartas e as distribui à sua vontade.

    É verdade, como ela falou em seu recado, que "a ausência infinita, é (pode ser) um renascer, se der um basta em sofrimentos maiores." Sim: dormir para sempre pode ser um alívio.

    Mas isso não é um alento: o nunca mais me soa tempo demais - especialmente porque eu não tenho certeza de que haja alguma continuação adiante.

    Quem pode afirmar, categórico e sem dúvida, que há vida depois da vida - ou que houve antes dela?




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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