• Porque escrever é um vício.

    Minha mãe foi embora hoje e é sempre muito bom tê-la por aqui.

    Temos hoje uma relação que, em outros tempos, jamais se cogitou possível: de temperamento forte, nós duas, tivemos por toda uma vida diferenças que sempre nos afastaram.

    Mas envelheci e muita coisa deixou de ter importância - além do que, viver nos ensina a relevar.

    Também aprendi que há outras cores além do branco e preto, e eu que sempre levei tudo a ferro e fogo, acabei me convencendo de que situações muito ruins podem ganhar nuances de cinza e, com um pouco de esforço, alcançar muitos tons de azuis.

    É uma questão do olhar e de desenvolver paciência - uma virtude que nunca tive e da qual ainda aprendo um pouco todo dia. E de entender que não existem culpados: todo mundo sempre perde um pouco com os avessos e atropelos do caminho.

    Ao final, percebo que angariamos um tipo de cumplicidade própria de mãe e filha: pessoas que se amam apesar de.

    E ainda bem que nos foi dada a chance - e tempo - para esse recomeço... Que bom que não foi tarde pra nós...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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