• Porque escrever é um vício.

    Quem leu essa moça, sabe da sua estranheza e questionamentos antes de me (nos) encontrar.

    Agora, essa menina me conta que também esteve aqui, na Festa. Não me avisou - o que foi uma pena -, mas entendo que ela tenha escolhido assim.



    Fiquei pensando: talvez porque eu esteja na Internet há um tempo razoável e tenha conhecido tantas pessoas, conhecer outras tantas me soa natural e muito bom. Posso dizer que, hoje, permanecem na minha vida, curiosamente, somente os amigos que fiz virtualmente - todos de carne e osso, pessoas ímpar, infinitamente especiais, que eu jamais teria encontrado senão através do meu micro.

    Como é que eu ia encontrar essa mulher, lá de Petrópolis? E essa, que de Florianópolis aportou no Rio? E onde eu ia achar uma adorável pernambucana de cabelos ruivos, quase vinho? E o moço de Curitiba, que na minha viagem pra lá, me recebeu e mostrou a cidade com uma atenção e carinho de quem me conhecia a vida toda?

    E tanta gente mais que se eu for enumerar não tem espaço nesse blog. Pessoas imperdíveis - que eu podia passar uma vida sem jamais olhar nos olhos.

    Claro que muita gente veio e passou também - e muitos eu fiz questão de deixar passar - mas, na verdade, eu - que posso passar impressão diferente aqui mas sou muito reclusa e seletiva -, acho que esse meio de comunicação é o melhor em se tratando de identificação: você escolhe quem quer encontrar, quem quer conhecer.

    Diferentemente de quando vai a um bar ou numa festa, onde as pessoas se regem especialmente pela primeira beleza - a de fora - aqui, nas entrelinhas - literalmente -, o que conta é o que vai por dentro. A peneira pela qual passamos os outros e a balança na qual somos pesados é a da sensibilidade e, com raras exceções, ela não falha.

    De toda forma, eu estou num momento em que as pessoas me são bem-vindas. Nos últimos dois anos, levantei uma parede pra me proteger de falsos amigos e acabou que, apesar de eventual convivência com alguns deles, fiquei superficial e, naturalmente, sentindo falta de intimidades.

    Estou agora querendo criar laços - novos...

    Talvez seja um novo recomeço pra mim - eu, cuja vida parece recomeçar todo dia...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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