• Porque escrever é um vício.

    Venho lendo as muitas considerações sobre o desarmamento, mas ainda não consegui me decidir sobre a melhor opção.
    Eu nunca tive uma arma e não terei mesmo se o comércio delas for legalizado: é uma questão de opção. Acho que uma arma nem sempre resolve questões de risco real e penso ser um perigo nas mãos de qualquer pessoa - mesmo daquelas que têm índole irretocável e caráter acima de qualquer suspeita. Porque uma arma dá um certo poder a quem a possui, tornando-o meio fora da realidade. Cansamos de ler/saber de pessoas que foram armadas resolver algo simples com outra pessoa e, num ímpeto, sacaram a dita cuja causando tragédias totalmente desnecessárias; brigas de trânsito também são ponto de potenciais fatalidades se um dos envolvidos carrega uma arma no porta-luvas; crianças brincando com armas dos pais também causam dor. O 'armado' sempre se julga meio acima do bem e do mal.
    Por outro lado, também penso que o referendo não nos livra das gangs armadas: entregarão os bandidos de São Paulo, Rio de Janeiro, do país todo, suas 'garruchas'?
    Temos um amigo advogado que, numa noite, num semáforo aqui de SP, foi abordado por um bandido armado; ele não pestanejou: sacou a arma que mantinha colocada entre os bancos da frente, e deu dois tiros no rapaz. Casos como esses não são isolados em SP, e, eu sei, o fato de um criminoso saber que corre o risco de encontrar um motorista destemido, não diminui a criminalidade, mas será que sem a dúvida não estaremos mais vulneráveis?
    Não sei, mas estou mais inclinada a votar pelo 'Não': proibir a venda de arma não me parece ser a melhor alternativa e acabo concordando com o slogan da campanha contra: "Armas não matam pessoas; são pessoas que matam pessoas".
    E querendo matar, matam com faca, com gilete, com cordas, com agulhas, com cintos, com travesseiros, com as próprias mãos...

    Para informações, acesse o Estatudo do Desarmamento e consulte a Lei.

    4 comentários:

    Raquel disse...

    Eu voto pelo sim.

    Ana Rodrigues disse...

    Oi Débora! Cheguei aqui meio sem querer, me supreendi de esbarrar com a Raquel aí ao lado - sou visita constante no blog dela, fui lendo um texto depois do outro. Descobri que temos a mesma idade, gosto pelas letras e por brilhos nas orelhas. Descobri também bons textos: bom ritmo, gostoso de ler, um vai emendando no outro sem a gente perceber. Agora já sei o caminho. Vou voltar mais vezes. Beijos. Da Ana

    Ostra Nervosa disse...

    Concordo!mas...
    Se o Governo paga a campanha do "SIM" ...Quem paga a campanha do "não"...???

    Analu Menezes disse...

    Eu voto NÃO. Quero até fazer uma camiseta toda preta, uma baby look, com um não escrito em branco. Acho que temos o direito de ter arma dentro de casa. Eu atiro e não pestanejaria se precisasse defender minha família de um bandido, principalmente dentro da minha própria casa. Aliás, uma situação parecida já aconteceu aqui.

     

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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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