• Porque escrever é um vício.

    Talvez seja verdade, como ela disse aí embaixo, que o ser humano não se acostume com tranquilidade.

    Mas de minha parte, o fato é que eu vivi muito tempo em altos e baixos e quando a vida estacionou em alta e eu passei a acreditar que dias ensolarados eram constantes, veio a chuva. Aliás, não exatamente uma chuva, mas uma tempestade, um furacão, que eu, distraída com a paz, nem percebi sequer se aproximar...

    Veio e roubou tudo. Destruiu toda a construção: despedaçou as flores, derrubou as paredes, jogou tudo ao chão.

    E o céu estava azul - o mais azul que eu já tinha visto -, quando isso aconteceu.

    A partir daí, ainda que inconsciente, ficou o trauma. E quando tudo está muito calmo, eu fico espiando o horizonte pra ver se há algum sinal de fumaça, só pra eu não correr o risco de ser surpreendida outra vez...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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