• Porque escrever é um vício.

    Quando revejo imagens sobre o atentado de 11 de Setembro, uma dúvida paira sobre minha crença de que perdoar ainda é o melhor a fazer.

    Algumas coisas não têm perdão, concluo. Por mais que se deseje que seja assim, o olho-por-olho me soa uma solução razoável em algumas situações.

    É inacreditável o que aconteceu - e eu não falo apenas da queda das torres, o cartão postal WTC. Eu falo de vidas perdidas, civis que, naquela manhã, foram trabalhar, viajavam, e foram jogados de frente à crueldade desmedida, o mal na sua versão mais devastadora.

    Eu falo do inferno, do desespero, da agonia da impotência de bombeiros, das pessoas dentro dos aviões, no alto dos edifícios, dos que olharam para o céu e o viram em chamas.

    Bush é criticado ao extremo. Seu rosto desenha um olhar perdido, cansado, de quem não tem certeza - e quem a terá? - de que o que faz e prega é o certo. Chamam-no de cowboy. É... Chamam-no de muitas coisas...

    Pois eu, se fosse ele, acho que já teria mandado fogo ao Afeganistão, sabe? Que me perdoem as vidas inocentes, mas só pra checar: Bin Laden pensou nelas quando sequestrou aeronaves e as jogou contra o concreto? (Na verdade, pensou exatamente nelas e as fez alvo).

    Eu defendo a paz, mas tem gente que não a merece...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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