• Porque escrever é um vício.

    Sou uma amiga leal, infinitamente cúmplice e que procura fazer o bem.

    Mas confesso: sou um ser ausente. Falta-me marcar presença - aquela coisa de estar de corpo ao alcance.

    Falho nesse ítem. Raramente telefono e mais raramente ainda me desloco para visitas.

    Eu detesto telefone. Aqui ao lado do meu micro, uma lista me observa insistente solicitando retorno de algumas ligações - recados deixados na secretária eletrônica à espera de um acusar recebimento (pelo menos!).

    O telefone descansa na mesa ao lado: ele olha pra mim, eu olho pra ele. Nenhum dos dois se move.

    * * *
    Gostaria muito de ter falado com ela - pessoa querida que admiro e gosto muito -, saber como está sua recuperação, ouvir-lhe a voz. Mas vou adiando, sempre acho que aquela não é a melhor hora pra ligar...

    De toda forma, os ventos contam que ela está bem: isso é o que importa.

    * * *
    As pessoas que me conhecem, compreendem: sabem que sempre penso nelas, que nunca esqueço a data de seus aniversários, que podem contar comigo. Ainda assim, não escondem que gostariam que eu fosse mais... disponível (não sei se é essa a palavra).

    Lamento. Peço verdadeiras desculpas: talvez esse seja um grande pecado na minha personalidade, mas é assim que eu sei amar...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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