• Porque escrever é um vício.

    Presença de Anita: penúltimas impressões...



    Faz tempo não falo sobre o livro - que ainda não acabei de ler.

    Confesso que após a morte da protagonista, perdi um tanto de interesse. É que há um alongamento muito extenso depois desse fato - que, na minha opinião, se tivesse que ser dessa forma, deveria ser desfecho, tal como na minissérie.

    Depois que o ar se rompe para Anita, tudo passa a girar em torno, pelas brechas, num plano muito subjetivo, irreal e fora de contexto: aparições da moça, por conta da sutil esquizofrenia do amante - que a imagina a persegui-lo contantemente -, transformam o romance quase numa história de terror, com cenários de vivos andando entre os mortos, pregados nas sombras das paredes, ocultos atrás das portas num cego agarrar-se a uma vida que não mais lhes pertence.

    Além do que, faz o pacto de amor que lhe custou seus dias de juventude, parecer um acordo banal, posto que o amor era uma estrada de mão única e pelo qual, nesse caso, não valia a pena morrer: um homem como Eduardo não vale um centavo de tempo. Pessoas que não sabem amar, não deveriam ser amadas.

    E a absolvição pelo crime também não me agrada, bem como o enganar Lucia novamente - dessa vez, com a própria irmã.

    Acho que está explicado porque o livro causou tanto estardalhaço em outra época: tratou o amor com descaso, vulgarizou a traição e elevou a mentira a um patamar alto demais. Até para os dias atuais acho que isso soa exagerado...



    Enfim: só impressões - talvez, um pouco radicais...




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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