• Porque escrever é um vício.

    Mas eu vou dizer: não gosto do passado...

    Tenho minha memória - e ela me faz ser quem sou.

    Tenho meus pecados - que não são muitos nem tão graves, mas deixaram suas marcas (em mim e em outros).

    De vez em quando - e só de vez em quando -, eu me pego pensando nas lágrimas que roubei, nas dores que causei, nas mágoas que deixei pelo meu caminho: infelizmente, não consegui plantar apenas flores...

    Hoje, sou uma mulher mais flexível, menos dura. Mas tempos existiram em que eu podia ser classificada de rude. Eu já fui muito amarga...



    A ironia da vida - da minha vida -, é que por conta dessa minha aversão ao anterior, eu quis, desejei muito, alguém sem muita história antes de mim.

    Entretanto, quis o destino - como também cada um o entenda -, que eu esteja vivendo meus melhores dias ao lado de um homem que tem muita vida pra trás...

    Não. Isso não interfere no nosso presente: somos felizes. Nem me angustia quanto ao futuro: continuaremos felizes (juntos, eu espero; ou separados, que, afinal, pode acontecer).

    Mas se eventualmente sou pega no contrapé das lembranças, tenho sobressaltos... Convivo bem com meus sustos, mas preferia não tê-los...



    É da vida, no entanto... Da vida que mora em nós...

    O riso e a lágrima nos completam...



    E você? Tem sustos?




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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