• Porque escrever é um vício.

    Alguém hoje me fez pensar sobre o ridículo do amor... É: amar é ser ridículo... Já pensou nisso?

    A gente vive num patamar acima da realidade. Está sempre justificando as falhas do 'objeto de amor'. Está sempre relevando, se colocando em segundo plano, mesmo que não pareça... Claro... Essa postura, que é muito mais feminina, vem mudando um tanto. Já conseguimos ser muito 'egoístas' e pensar e repensar o lucro x benefício e bater em retirada quando já não convém e se está vivendo com mais dor e problemas que alegria e descontração. Já conseguimos ser menos sentimentais e fazemos balanços reais de a quantas andamos dentro da relação. Temos objetivos mais centrados e coerentes, e queremos alcançá-los - com ou sem o amado.

    Mas amar sempre vale a pena e a gente acaba por esbarrar nesse sentimento - com ou mais intensidade - em alguma parte da estrada - de novo e novamente.

    E quem quer viver sem amor? Ninguém... Somos pares...

    Eu tenho uma amiga que depois de um casamento de 15 anos fracassado e apesar de nunca encontrar alguém com quem possa efetivamente dividir seus dias e noites, nunca se cansa de continuar buscando. Ela vai tentando mais uma vez, sem medo de sofrer decepções - acho até que já se acostumou com elas; parece que ficou com a certeza de que nada num homem pode aborrecê-la mais atualmente do que já não o tenha feito no passado. E segue com sua bandeira da esperança, sempre hasteada: coisa alguma a faz desistir do sonho de voltar a viver ao lado de alguém.

    Eu a admiro. Depois de tantos fracassos como os que ela teve nos últimos dez anos, eu não teria mais a mesma persistência.

    Por outro lado, se a gente não viver em busca do amor, que mais nos resta? Sim: trabalho, amigos, viagens, noitadas... Só que quando a gente fecha a porta e deita a cabeça no travesseiro, está só - o mundo todo trancado do lado de fora...

    Tem também aquela teoria já comprovada de que a pior solidão é a dois. Concordo... Não tem pior coisa do que ter alguém e continuar sozinho...

    Enfim... Se a gente olhar bem, vai ver que há um ridículo natural no amor, em qualquer vertente. É mais ou menos como naquele ditado, que não lembro quem disse: "De perto, todo mundo é um pouco louco".

    Então, continemos amando... Faz bem para a vida, para a alma, para o corpo... E, afinal, não há nada de mais em ser ridículo!




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    Coordena os Portais Babel Cultural e Estilo 40. 
    Escreveu por dez anos para o site Crônica do Dia. Administra e escreve minicontos em Hiperbreves.
    Formada em Letras, trabalha com arte-visual. Casada, 'mãe' da Maya - uma Labradora chocolate. 

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